quarta-feira, maio 23, 2012

segunda-feira, maio 21, 2012

Ex-Rutgers Student Gets 30 Days for Spying on Roommate

Dharun Ravi, a 20-year-old former Rutgers University student convicted of bias crimes for spying on his gay roommate, was sentenced to 30 days in jail. Ravi had faced a maximum of 10 years in prison and still could be deported for his conviction.

Ravi used a webcam to stream video of his roommate, Tyler Clementi, who later committed suicide. The case drew international attention and illustrated the reach of the law into the realm of online social media.

fonte:
http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304019404577418272280869962.html?mod=djemalertNEWS

sábado, maio 05, 2012

As Bocas dos Mortos


04 a 13 de Maio - asbocasdosmortos
                    a partir de textos de Heiner Müller

A dramaturgia reúne textos das obras :
 Abecedário, A Batalha - cenas da Alemanha.
A escolha do dramaturgo deve-se ao seu trabalho sobre o curso da História, qual eterno retorno.
Müller interessa-nos em grande medida pelo seu diálogo com a História, mas também pela intertextualidade, pelo diálogo com os mortos, pela interpelação ao espectador, e pela qualidade excepcional do seu trabalho – que nunca se aparta do seu pensamento.
Durante o processo, contaminados, quiçá pela intertextualidade própria do autor, fomos invadidos, por outros, na nossa travessia pela história – a do Mundo, a nossa, a dos outros- e a cena foi invadida por Anna Akhmátova, poetisa russa, e ecos de Hamlet.

Ficha artística e técnica
AutoresHeiner Müller, Anna Akhmátova, William Shakespeare
Consultoria dramatúrgica : Anabela Mendes
Tradutores Anabela Mendes, Jorge Palinhos, Nina Guerra e Filipe Guerra
Encenação, dramaturgia e cenografiaRenata Portas
Intérpretes João Pedro Azul, Mariana L. Ferreira
Documentação e vídeoHugo Valter Moutinho
Desenho de luz Nuno Tomás
Desenho de somMarco Jerónimo - Inear
Design Nuno Tomás
Fotografia DR
Produção ExecutivaCândida Silva

21h.30 
bilhetes : 10 euros/ 7,50 ( desempregados e profissionais) / 5 euros - grupos de dez pessoas .
Possibilidade de agendar sessões para escolas, mediante reserva.

Actividades paralelas
Dia 09 de Maio- asbocasdosmortos convidam amigos
Leitura de poemas contemporâneos dos autores, na Livraria Leitura , no Bom Sucesso,pelas 18h.30.
Conversa sobre o espectáculo e sobre projectos de teatro no Porto.
Leitores : Ana Paiva, Christina Lutsik, Artur Silva, Renata Portas, Ana Saltão, Rui Oliveira.

Dia 10- Mesa-redonda informal após o espectáculo
No final do espectáculo, conversarão connosco Miguel Ramalhete Gomes, estudioso de Heiner Muller, Kristina Lutsik,sobre Anna Akhmátova, e Jorge Palinhos sobre William Shakespeare, e a tradução.( ver notas em anexo).

Anúncio de Morte
curta de Hugo Valter Moutinho,a partir do texto de Heiner Muller, em exibição durante a temporada no Rivoli.
Bela Dona, de Pedro Eiras
Contagiarte 

Após uma curtíssima temporada, que foi muito bem acolhida,voltamos a (re)apresentar Bela Dona, monólogo de Pedro Eiras, que estreamos em 2010 com Isabel Pinto, e desde 2011, fazemos como intérprete. 

“não tenho medo de entrar nessa noite onde sou vista e não vejo mãe, dá-me a mão, mãe-onde os meus olhos cantam como sereias – a noite do corpo, e que me guiem no baile, malditas – que me raptem e acordo com o anel, e regresso aos meus olhos, meia-noite, acordo com as mãos nas mãos de um fidalgo, qualquer fidalgo, rei, reis aos meus pés-tremem”
Ficha Artística 
Autor: Pedro Eiras  
Encenação e interpretação: Renata Portas 
Música Original: Joaquim Pavão 
Figurinos: Tucha Martins 
Desenho de luz: Túlio Pezzoni
Canto: Monica Pais
Produção executiva: Cândida Silva.
Registo fotográfico: Renata Silveira

Bilhetes: 5 euros/ Alunos Cfc: 4 euros
www.projectoapalavrado.wordpress.com

Entrevista com a encenadora Renata Portas

Joao Pires registou algumas fotos (http://favoritus.blogspot.pt/2012/05/as-bocas-dos-mortos-peca-de-teatro.html) durante o ensaio da peça.

As Bocas dos Mortos - Peça de Teatro

As Bocas dos Mortos

As Bocas dos Mortos

As Bocas dos Mortos

- Renata, de onde partiu a ideia de levar à cena a peça AS BOCAS DOS MORTOS?
Surgiu de várias vontades: de falar sobre os tempos que vivemos, de co-relacionar o passado,com o presente, da vontade de falar de morte( resistindo à mesma), de olhá-la de frente, de fazer uma aproximação à tragédia.
 
- Quais foram os textos que inspiraram esta encenação ?
R.: asbocasdosmortos é um título que resume a dramaturgia que fiz sobre textos do Heiner Müller  ( autor que deu mote ao espectáculo, a que mais tarde se vieram juntar Anna Akhmátova e William Shakespeare, bem como referências cinematográficas,partituras musicais ,que vão desde o Star Wars ao onze de Setembro ). Depois de ler e (re)ler variadíssima peças , decidi concentrar a dramaturgia sobre as obras A Batalha- Cenas da Alemanha, e Abecedário.

Porque são formas breves, uma das maiores inovações que se fez na dramaturgia ,permitindo criar micro-narrativas , e porque falam das chagas da Alemanha com o passado nazi - e por consequência da relação da Europa com a sua história ( hoje em dia,tão ameaçada, em ruínas).

- Esta peça está ligada com a guerra. O que nos traz de novo ?
R.: Penso que vivemos em guerra. Uma guerra invisível, económica e burocrática, que nos deixa à mercê do(s) Estado(s). Abrindo os jornais de cada dia , continuamos preso ao mesmo eixo. E a guerra , ressalva o melhor - e o pior de cada homem ( a nossa Humanidade , ou a nossa selvajaria ) . E isso era algo que me interessava expor. O teatro , é o último dos redutos , onde o tempo e o espaço não existem - por isso Shakespeare pedia auxílio ao público , para imaginarem os campos, ou a duração da batalha. A vida não é mais do que repetição e contaminação.

- Quantos dias são necessários para levar a peça ao palco ?
R.: Depende de cada processo, de cada encenador. 
Eu, gosto de ensaios longos ( 8h-10h) , de ensaios de cerca de 2/ 3 meses. 
E de cada vez que reponho, volto a (re)pensar e procedo a modificações. 
Demoro bastante tempo.

- Este é o tipo de teatro que aproxima ou mantém uma barreira perante o espectador ?
R.: Pergunta difícil...espero que comova o espectador, que o faça rir,pensar, e sobretudo que deixe lastro. Que daqui a cinco anos, numa conversa de café,se lembre ,como uma boa memória. Ou pelo menos que seja um soco no estômago,em caso de rejeição. Não é um teatro que faça recurso directo ao implicar o espectador na cena, mas todo o teatro implica o espectador- é por isso que detesto a ideia de novo, de interactividade. Todo o teatro é troca, e cada espectador ,único. 
- Qual o espaço ideal para levar à cena esta peça ?
R.: O espaço ideal seria um matadouro ou um armazém enorme, devidamente equipado em termos técnicos:algo com memória de aprisionamento e morte. Ou ,a ser num teatro, num teatro amplo,profundo.
 
Joao Pires








Fotos: http://fotografiahoraalmoco.blogspot.pt/2012/05/teatro-olhar-de-joao-paulo-pires.html 

Mais informação sobre a peça de teatro: http://favoritus.blogspot.pt/2012/05/04-13-de-maio-asbocasdosmortos-partir.html