quinta-feira, agosto 15, 2013

Callejón de Hamel - Havana - Cuba

Além dos seus murais de rua funky e lojas de arte psicadélicas, o principal motivo para visitar o centro cultural da cultura afro-cubana de Havana é para ouvir e dançar freneticamente a música rumba que começa todos os domingos por volta do meio-dia.

Callejón de Hamel
Callejón de Hamel
Callejón de Hamel
Callejón de Hamel

Para os aficionados, este é o mais cru e hipnótico ritual, com padrões cadenciados de percussão e cantos rítmicos longos poderosos o suficiente para evocar o espírito do orixás (divindades Santería). 

Devido ao fluxo ocasional mas crescente de turistas nos dias de hoje, alguns argumentam que o Callejón perdeu muito do seu charme de outros tempos. 

dançarinos no Callejón de Hamel
dançarinos no Callejón de Hamel

Não acredite. Este lugar vale bem a pena ser visitado.

domingo, agosto 04, 2013

Citroën 2CV

O design extraordinário do Citroën 2CV nunca deixou alguém indiferente. Desde a sua apresentação no Salão de Paris, em outubro de 1948 até ao seu final em 1990, vai uma distância de quase 9 milhões de unidades, com as variantes Fourgonnette, Ami, Dyane, Acadiane e Méhari, produzidos em fábricas espalhadas por vários pontos do globo. 

Citroën 2CV
Citroën 2CV


Portugal não foi exceção. Entre 1988 e 1990, a produção deste carro, migrou de França para Mangualde, sendo que o último 2CV foi produzido em Portugal em 27 de julho de 1990.
Foi protagonista e grandes expedições terrestres, aventureiro no Paris-Dakar e com entradas em cena tanto ao lado do mundialmente famoso James Bond como na série portuguesa de detetives "Duarte & Companhia" (RTP 1985-1989).

quinta-feira, agosto 01, 2013

Snob

Há dia, corria a conversa entre dois conhecidos, e um deles dizia:

- Sabes tu o que um snob ?
O outro, percebendo a intenção, respondeu:

- O snob é um impertinente e um fútil que vivendo na admiração constante de si próprio, de todos quer escarnecer e troçar. Segundo o que se pensa, vale mais do que os outros. Existe em êxtase e se a vaidade que o embala consente que veja alguém, mofa desse alguém com gesto desdenhoso.
Aos homens superiores, se não são elegantes, o snob chama chéchés.
Ridiculariza-lhes as calças, a rabona, o chapéu, como se o homem valesse pelo fato, e não pelo espírito ou pelo coração.
Aos outros, aos de merecimento maior ou igual ao seu, mas pessoas modestas e estimáveis, o snob chama imbecis. 



- E é só isso?
Não, o snob é em geral um mundano que nem sempre despreza o casamento. Muitas vezes, casa mesmo por snobismo. Casado, descura, em regra, os filhos, engana a mulher, frequenta clubes, tem amantes ricas e quer que o considerem um homem exemplar. Julga-se sempre perfeito de correção.
Sem crenças, sem espírito, salva as situações, dando graças a Deus - e porque hoje Deus está na moda - e repetindo frases, por vezes interessantes, que ouve aqui e além.
O snob vive de aparências, convencido - e por isso, querendo convencer - que toda a futilidade é valor e toda a sua impertinência é distinção.  

Existe num equívoco constante. Supõe-se um gentleman, como se, para o ser lhe não faltasse a naturalidade, o aprumo de maneiras, o charme.
O charme que não significa beleza, porque não há, pois homens belos há-os encantadores de espírito, de bondade, de educação.

Numa palavra: o snob é a hipocrisia inconsciente; é o oposto daquilo que pensa ser.